As certezas e as palavras

Ganhador do Prêmio Clarice Lispector de Literatura 2010
(Editora da Casa, 2010, 128 páginas, R$ 25,00)

"As Certezas e as Palavras é o nono livro do escritor catarinense Carlos Henrique Schroeder. Reúne mais de 20 contos deste autor, alguns deles inéditos, outros já editados em coletâneas, revistas ou jornais nos últimos cinco anos. As relações entre as certezas e as palavras são o tema de uma série de histórias sólidas, totalmente viscerais e desafiantes, tanto em linguagem quanto em técnica."

Correio do Povo, 20/3/2010

"Em 19 contos curtos, o autor catarinense desfia uma narrativa irônica e afiada ao construir personagens inusitados, como os irmãos que vão passar um tempo juntos no cemitério a pedido da mãe ou aquele que encara os rodapés de livros como a parte mais interessante da vida. O nono livro de Schroeder é dividido em cinco partes e traz ainda homenagens a Virginia Woolf, Rimbaud e Shakespeare."

Correio Braziliense, 18/2/2010

"Não é à toa que Formas breves, do argentino Ricardo Piglia, é lido por um dos personagens de Schroeder. Ele sabe que o conto precisa ir direto ao assunto e que sua essência está no esmero técnico. Como também o disse Cortázar, o conto se faz menos de "o que diz" e mais do "como diz". O uso de elipses, do diálogo sem maiores caracterizações de espaço e tempo, o encadeamento de cenas que lembra o texto para teatro sem rubricas, a linguagem debochada e o ritmo vertiginoso são algumas das qualidades desse As certezas e as palavras."

Resenha de Ieda Magri, no Ideias & Livros, do Jornal do Brasil, 26/2/2010

"Coletânea de contos repletos de citações a bandas de rock, filmes e livros. Diferente da maioria dos escritores contemporâneos, porém, o autor vai além do verniz "descolado" e constrói histórias sólidas e viscerais, com influência de grandes clássicos e de autores contemporâneos, como J. M. Coetzee."

A gazeta (Vitória/ES, 21/2/2010)

"Com um bom domínio do texto narrativo, uma linguagem afiada - às vezes vulgar, mas adequada ao contexto apresentado -, além de variadas referências literárias, o livro As certezas e as palavras, do jovem escritor catarinense Carlos Henrique Schroeder, causa estranheza e admiração. Divididos em cinco capítulos - Ser, Apologia, Travessão, Suspiros e Amém -, os pequenos contos são intensos e trazem ao leitor uma grande variação temática. E cada conto é precedido por frases isoladas, pensamentos como "A loucura é um fio enrolado num carretel de sonhos" e "Sonhar é estreitar. Escrever é cortar. Ler é destilar", que sugerem o universo literário do autor."

Resenha de Ana Paula Nascimento, na Folha de Londrina, 5/3/2010

"As certezas e as palavras é o mais recente livro do catarinense Carlos Henrique Schroeder. Reúne textos curtos, narrativas que seguem a vida de todos os dias escavando lugar e tempo para teimar nesse jogo já de antemão perdido, ou melhor, para teimar no jogo que encontra seu ponto bem aí, meio de lado, precisamente na perda e como perda, assim enviesado neste mundo proposto a encontrar a vitória: "Um jogo só começa quando alguém perde", diz a frase solta na página."

Resenha de Artur de Vargas Giorgi, no caderno Cultura, do Diário Catarinense, 20/2/2010


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Ensaio do Vazio

(Editora 7 Letras, 2006, 112 páginas, R$ 25,00)

"Minimalista, enxuto, mortal: o romance que nos tira do sério e revela o fundo do poço onde a cabeça do Brasil está enfiada."

Blog Outubro (o blog ainda elegeu o livro como melhor romance publicado em 2006)

"No novo romance, Schroeder apresenta Ricardo, um artista plástico amargurado, que narra suas desventuras com Fernando, um poeta fracassado, Kátia, a esposa ausente, e Joana, a prostituta respeitosa."

Notícias do Dia, 2/8/2006

" Schroeder nos reduz ao estado angustiante dos monólogos de Ricardo, o hedonista mergulhado em suas fantasias sexuais, descrenças e transgressões. O vazio que nos acomete é assimilado como algo indiscernível do imaginário que nos conduz, e a temporalidade passa a ser subjetiva, negada e destruída a cada passo. É assim que o personagem Ricardo, em seus atos frios que se fazem corriqueiros, nos assassinatos, estupros e violência, aponta nossa condição humana de desolação e pessimismo. Sua obstinação por Kátia, a esposa ausente, e a paixão por Joana, a prostituta, vai além da busca de satisfação sexual, ao deparar-se com a transitoriedade do prazer que remete sempre a um outro, a um outro, a um outro... Ricardo mergulha na vida que lhe impõe uma única condição: ela sempre estará desprovida de sentido. Seu próprio pai, numa tentativa de assegurar um futuro para o filho, já prognosticava: "Estude, meu filho! Aprenda! Um dia transformarás esta agropecuária numa rede com muitas lojas, aí terás todas as bocetas a teus pés, a teu pau..." Assim, Carlos Schroeder maneja a localização no espaço e no tempo para penetrar na intimidade das almas, na mente e no espírito de suas criaturas. E, ao dissecar o funcionamento da mente nos mostra simplesmente que o homem se aliena diante de seus atos."

Resenha de Roziliane Oesterreich de Freitas para o caderno Anexo Ideias, do diário A notícia, 24/12/2006

"Ricardo é erotômano e anda à procura de acidez para a sua vida insípida - envolve-se com uma sociedade secreta que promete muito mais do que a realidade suporta. Mas o desfecho de uma noite ilimitada é trágico. São esses os elementos que o romancista Carlos Henrique Schroeder burila em uma prosa vertiginosa que combina registros de linguagem: do neobarroco ao chulo. Teatro da Crueldade na melhor das tradições de Artaud, Bataille e Bukowski."

Revista Cartaz, agosto de 2006

"Ficção é o álibi perfeito para contar a verdade. Isenta o autor de crime de calúnia e ainda enriquece a biografia artística. É o que Carlos Henrique Schroeder faz no seu oitavo romance, Ensaio do vazio (Coleção Rocinante, Editora 7 letras, 114 pgs.). Seu narrador/ personagem é a soma dos detritos de uma comunidade, o Brasil, uma criatura compactada no pesadelo a que estamos acostumados, mas apresentado de forma tão convincente e, horror supremo, humana, que não desgrudamos o olho da narrativa. Lemos compulsivamente essa espessa e breve trajetória, não para saber onde quer chegar (o desfecho está por toda parte), mas pela sintonia com o país em nossa volta e a sedução da leitura promovida pelo talento."

Resenha de Nei Duclós, para o caderno Cultura, do Diário Catarinense, 17/6/2006


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A rosa verde

(Editora da UFSC, 2005, 128 páginas, R$ 25,00)

"A Rosa Verde é um bom exemplar destes tempos contemporâneos. A obra à primeira vista é um romance histórico, mas já no princípio o leitor se sente dentro de um romance psicológico sobre o conflito da identidade, algo como Budapeste. Ou dentro de um romance de formação, um romance sobre o romance. É na orelha que se encontra uma pista para entendermos o texto:"Carlos Henrique Schroeder subverte a lógica do romance histórico (...)".

Resenha de Marcelo Spalding, no Digestivo Cultural, 7/2/2006

"No campo da metalinguagem a narrativa desenvolve-se com a voracidade de um estilo direto e eficiente, descrevendo os diferentes períodos históricos que compõem a trama, fechando ciclos e descortinando relações familiares num desdobramento surpreendente. Coerente e imparcial na fase em que trata do movimento integralista, e vigorosamente crítico ao descrever os tipos que compõem o cenário social de Jaraguá do sul, Carlos Henrique Schroeder equilibra-se entre a boa alternância das fases que compõem seu romance, e desenvolve cada movimento de suas personagens com a sagacidade de quem conhece cada centímetro do terreno onde pisa."

Resenha de Adriano Marcelo de Souza para o caderno Cultura, do Diário Catarinense, 31/12/2005

"Carlos Henrique Schroeder aqui e ali inverte a lógica romanceira, processa uma construção narrativa como se em fragmentos de tempos idos e presentes, vale-se bem de uma metalinguística gostosa, cria andaimes próprios de quem até muito bem constrói uma obra-livro para contextualizar suas histórias, pessoas, loucuras, devaneios - por que não? - e faces aqui e ali absurdas nos pântanos de nossa populista ditadura-democrática, ou mesmo dessa nossa atual democracia midiática que lamentavelmente ainda não preconiza uma comunitária democracia social. Pautar a história brasileirinha é apontar o câncer da ilogicidade ético-humanista?"

Resenha de Silas Corrêa Leite, no Portal Cronópios, 1/2/2006


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Produzido por: Felipe Alandt